{"id":4190,"date":"2022-04-22T13:12:17","date_gmt":"2022-04-22T16:12:17","guid":{"rendered":"oficinadevalor.com.br\/?p=4190"},"modified":"2022-04-22T17:10:05","modified_gmt":"2022-04-22T20:10:05","slug":"o-que-e-ser-purple-people","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oficinadevalor.com.br\/ng\/o-que-e-ser-purple-people\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 ser Purple People ?"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde que li o livro de Wayne Eckerson (1) tive a sensa\u00e7\u00e3o de que&nbsp;<strong>finalmente algu\u00e9m tinha conseguido colocar em palavras o que fazemos profissionalmente na nossa empresa.<\/strong>&nbsp;Temos como foco colocar os dados no dia a dia dos neg\u00f3cios, diminuindo o gap entre o saber e o fazer. <\/p>\n\n\n\n<p>Eckerson foi did\u00e1tico e denominou estes profissionais de<strong>&nbsp;Purple People<\/strong>. Hoje (12\/09\/2021) o Estad\u00e3o destacou que os Gestores das \u00c1reas de Tecnologia (Chief Tecnological Officer) est\u00e3o assumindo postos de CEO, pois cada vez mais a tecnologia \u00e9 valorizada em todas as atividades da organiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<strong>O que estes CTOs t\u00eam em comum? S\u00e3o l\u00edderes Purple ?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:27% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"894\" height=\"1000\" src=\"oficinadevalor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1631478462993.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4257 size-full\" srcset=\"https:\/\/oficinadevalor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1631478462993.png 894w, https:\/\/oficinadevalor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1631478462993-496x555.png 496w, https:\/\/oficinadevalor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1631478462993-134x150.png 134w, https:\/\/oficinadevalor.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1631478462993-768x859.png 768w\" sizes=\"(max-width: 894px) 100vw, 894px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 ser Purple People?<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 a mistura de azul com vermelho. <\/p>\n\n\n\n<p>Eckerson usou o azul para indicar habilidades e conhecimentos sobre neg\u00f3cios e o vermelho para representar os relativos \u00e0 tecnologia (Eu talvez fizesse o contr\u00e1rio \u2013 pelo calor que existe no neg\u00f3cio, mas isso n\u00e3o diminui a minha simpatia pelas as ideias dele).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Purple People s\u00e3o profissionais que surgiram da necessidade de mudar a forma como fazemos as coisas num mundo tecnol\u00f3gico.&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Eles existem h\u00e1 muitos anos. Nasceram antes mesmo do advento do computador. S\u00e3o pessoas que transitam muito bem entre estes dois mundos. S\u00e3o capazes de falar estas duas l\u00ednguas, alguns chamam estas pessoas de Tradutores, mas n\u00e3o s\u00e3o apenas tradutores, pois pensam com o \u201cc\u00e9rebro da cabe\u00e7a e dos&nbsp;dedos\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Para entender estes &#8220;c\u00e9rebros&#8221; tomamos aqui emprestado as ideias de Saramago (2) que de forma brilhante descreveu como as coisas se processam em n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\" style=\"font-style:normal;font-weight:300\"><p><em>\u201cPara que o c\u00e9rebro da cabe\u00e7a soubesse o que era a pedra, foi preciso primeiro que os dedos a tocassem, lhes sentissem a aspereza, o peso e a densidade, foi preciso que se ferissem nela. S\u00f3 muito tempo&nbsp;depois o c\u00e9rebro compreendeu que daquele peda\u00e7o de rocha se poderia fazer o que se chamaria faca&nbsp;&#8230;&nbsp;O c\u00e9rebro da cabe\u00e7a andou toda vida atrasado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e3os, e mesmo nestes tempos, quando nos parece que passou \u00e0 frente delas, ainda s\u00e3o os dedos que t\u00eam de lhe explicar as investiga\u00e7\u00f5es do tato\u2026\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>No presente texto vamos tomar as pedras como sendo os dados. Ent\u00e3o, de certa forma, as Pessoas Purple colocam as m\u00e3os na massa dos dados (ativando estes pequenos c\u00e9rebros que t\u00eam em cada um dos dedos das m\u00e3os), dando forma \u00fatil a esta mat\u00e9ria prima. <\/p>\n\n\n\n<p>A palavra Handwerk (do alem\u00e3o), pode ser traduzida como \u201cof\u00edcio\u201d em Portugu\u00eas, \u00e9 composta pela palavra &nbsp;Hand = m\u00e3o e Werk = trabalho; o que ao &nbsp;p\u00e9 da letra seria \u201ctrabalho manual\u201d. Mas num mundo de tanta TEC &#8230; falar em trabalho manual ser\u00e1 que d\u00e1 status ?<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o &#8230; Para ser Purple People \u00e9 necess\u00e1rio reunir o c\u00e9rebro da cabe\u00e7a com o c\u00e9rebro das m\u00e3os. Quando um profissional se reconhece nessa fun\u00e7\u00e3o \u2013 tem com ele uma alegria do saber fazer, mas a tristeza de n\u00e3o saber explicar \u201ccomo faz\u201d. \u00c9 um profissional da cogni\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Os mestres nessa fun\u00e7\u00e3o t\u00eam uma certa sabedoria para lidar com a tecnologia e isso aconteceu pois vivenciaram na pr\u00e1tica muitas situa\u00e7\u00f5es que d\u00e3o a eles um status de resolver problemas usando tecnologia e dados (aquilo que est\u00e1 dentro do computador). E para aprender a ser Purple o processo \u00e9 mais por aproxima\u00e7\u00e3o com outros Purples do que por alguma forma de treinamento r\u00e1pido e altamente tecnol\u00f3gico. <\/p>\n\n\n\n<p>O conhecimento hibrido, envolvendo neg\u00f3cios e tecnologia, n\u00e3o \u00e9 padronizado, \u00e9 muitas vezes dif\u00edcil de adquirir e leva um certo tempo. O aprendizado se d\u00e1, muitas vezes, por meio da experi\u00eancia de trabalho. <\/p>\n\n\n\n<p>Se quer se desenvolver na \u00e1rea e tiver sorte de encontrar um Purple pelo caminho, fique o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel. N\u00e3o tenha medo, reserve um tempo, confie e se atire a fazer e aprender o Of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade Purple People s\u00e3o humanos que aumentam o poder dos sistemas e m\u00e1quinas. Eles fazem a tecnologia funcionar. S\u00e3o pessoas dispostas a pular no problema e resolver \u2013 pois est\u00e3o em busca dos resultados. <\/p>\n\n\n\n<p>Eles conhecem tecnologia, usam intelig\u00eancia artificial e&nbsp;<em>machine learning<\/em>&nbsp;como parte do trabalho e n\u00e3o como fim . T\u00eam experi\u00eancia pr\u00e1tica em alcan\u00e7ar resultados (ou est\u00e3o em busca dele). Seu principal foco \u00e9 tornar a tecnologia \u00fatil. Por tr\u00e1s de um Excelente Rob\u00f4, sempre tem um Purple. <\/p>\n\n\n\n<p>Bem \u2013 mas estas pessoas sempre existiram na hist\u00f3ria. Veja o exemplo dado por Tom Davenport (3). A ind\u00fastria t\u00eaxtil j\u00e1 foi o Vale do Sil\u00edcio. Para fazer essas tecnologias funcionarem, um quadro de pessoas experientes teve que arrega\u00e7ar as mangas e fazer a coisa toda funcionar. <\/p>\n\n\n\n<p>Parece que sempre existiram estas pessoas que criam pontes entre ambientes t\u00e9cnicos e de neg\u00f3cios. S\u00e3o pessoas que entendem principalmente aonde se tem que chegar, entendem as partes e conseguem ver o todo. Qualquer semelhan\u00e7a com o texto abaixo&nbsp;<strong>n\u00e3o<\/strong>&nbsp;\u00e9 mera coincid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\" style=\"font-style:normal;font-weight:300\"><p><em>\u201cNo in\u00edcio a empresa n\u00e3o tinha ningu\u00e9m para dar partida no maquin\u00e1rio; e as pessoas come\u00e7aram a ficar desanimadas. A urdidura(4) &nbsp;funcionava mal, a c\u00f4moda pior, e o tear n\u00e3o funcionava. Nesse dilema, um ingl\u00eas inteligente, embora destemperado, um tecel\u00e3o de profiss\u00e3o, veio ver o maquin\u00e1rio. Depois de observar a opera\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel, ele disse que a falha n\u00e3o estava no maquin\u00e1rio e pensou que poderia faz\u00ea-la funcionar; ele estava empregado. O des\u00e2nimo cessou; n\u00e3o era mais um experimento. Fabricantes de todas as dire\u00e7\u00f5es vieram ver a maravilha. \u201d5<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Quantos j\u00e1 n\u00e3o presenciaram e vivenciaram uma implementa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e complexa envolvendo solu\u00e7\u00f5es de tecnologia ? &nbsp;E se n\u00e3o tem pelo menos um Purple nesse momento, tudo pode dar errado.<\/p>\n\n\n\n<p>Purples t\u00eam forte experi\u00eancia em neg\u00f3cios, uma curiosidade e paix\u00e3o por pessoas e dados (alguns parece que j\u00e1 nasceram apaixonados). Embora habilidades t\u00e9cnicas sejam muito apreciadas, incluindo familiaridade com conceitos estat\u00edsticos e sobre algoritmos, sabemos o quanto \u00e9 importante estar atento ao entendimento do neg\u00f3cio, saber se comunicar com os outros e&nbsp;<strong>trabalhar com efici\u00eancia em equipe<\/strong>, sem ter medo de colocar a m\u00e3o na massa dos dados e desafiar a tecnologia (que sempre ter\u00e1 potencialidades e limita\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo precisa, cada vez mais de Purple People \u2013 at\u00e9 pelo fato de que somos por natureza irracionais nas nossas decis\u00f5es. Um dos vieses que carregamos conosco (humanos) \u00e9 o de buscar recompensas r\u00e1pidas. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes queremos acreditar que o \u201csistema tal\u201d vai fazer acontecer, e que tudo nele j\u00e1 est\u00e1 pronto, basta integrar. Entramos no chamado &#8220;Vi\u00e9s do Desconto Hiperb\u00f3lico&#8221;, um conflito interno por querermos acreditar que teremos um ganho no curto prazo, mas o verdadeiro ganho vir\u00e1 mesmo no tempo (tijolo por tijolo \u2013 BEM COLOCADO).<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea \u00e9 um Purple? Se sim, entre em contato com a gente, queremos conhecer voc\u00ea. Se n\u00e3o tem certeza ou quer se tornar um, temos um convite: estamos criando um processo de capacita\u00e7\u00e3o que permitir\u00e1 vivenciar o dia a dia dos neg\u00f3cios e dos dados. <\/p>\n\n\n\n<p>Se tiver interesse em formar sua equipe ou de se autodesenvolver, entre em contato. Queremos planejar esse processo junto a cada um de voc\u00eas. O mundo precisa, cada vez mais de pessoas com esse perfil.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Obrigada pela disposi\u00e7\u00e3o de ler nosso texto ???? e aproveite as leituras referenciadas.<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>(1)Eckerson, Wayne. Secrets of Analytical Leaders: Insights from Information Insiders (pp. 3-4). Technics Publications, LLC. Edi\u00e7\u00e3o do Kindle.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(2) SARAMAGO, Jos\u00e9. A Caverna. Companhia das Letras: S\u00e3o Paulo, 2.000, p. 85-86<\/p>\n\n\n\n<p>(3) http:\/\/www.tomdavenport.com\/published-articles\/<\/p>\n\n\n\n<p>(4) A&nbsp;urdidura&nbsp;\u00e9 o conjunto de fios, colocados paralelos uns aos outros, no sentido do comprimento do tear.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(5) James Bessen,&nbsp;Learning by Doing: The Real Connection Between Innovation, Wages, and Wealth&nbsp;(Yale University Press, 2015), p. 17 \u2013 tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que li o livro de Wayne Eckerson (1) tive a sensa\u00e7\u00e3o de que&nbsp;finalmente algu\u00e9m tinha conseguido colocar em palavras o que fazemos profissionalmente na nossa empresa.&nbsp;Temos como foco colocar os dados no dia a dia dos neg\u00f3cios, diminuindo o gap entre o saber e o fazer. 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